segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Skinhead

Olha só, bizarro.
Bizarro mesmo.
Este ano tá que tá...

Agentes americanos dizem ter frustrado plano para matar Barack Obama

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da Associated Press, em Washington

Agentes americanos frustraram um plano para assassinar o candidato democrata à Presidência, Barack Obama, e para matar a tiros ou decapitar outros 102 negros em uma onda de assassinatos no Estado do Tennessee.

Em registros da Justiça divulgados nesta segunda-feira, agentes federais afirmaram ter frustrado os planos de dois skinheads neonazistas que pretendiam roubar uma loja de armas e atacar uma escola cuja maioria dos alunos é negra. Os agentes dizem que os skinheads não revelaram o nome da escola.


Jim Cavanaugh, agente especial responsável pelo escritório de campo de Nashville do Escritório para Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, disse que os dois homens planejavam atirar em 88 negros e decapitar outros 14. Os números 88 e 14 são simbólicos na comunidade que prega a supremacia branca.

Os homens também queriam realizar uma onda nacional de assassinatos, tendo Obama como seu alvo final, afirmou Cavanaugh à agência Associated Press.


"Eles disseram que esse seria seu último, seu ato final --que eles tentariam matar o senador Obama", disse o agente. "Eles não acreditavam que fossem conseguir, mas que morreriam tentando."

Uma porta-voz do presidenciável que o acompanha na Pennsylvania não comentou o caso.

Os dois homens, Daniel Cowart, 20, e Paul Schlesselman 18, estão detidos sem fiança.

Agentes apreenderam um rifle, uma arma de cano curto e três pistolas dos homens quando eles foram presos. Autoridades disseram que os dois homens tentavam invadir uma loja de armas para roubar mais armamentos.

Cowart e Schlesselman são acusados de porte de arma não registrada, conspirar para roubar armas e ameaçar um candidato a presidente. A investigação continua, e eles podem receber mais acusações, disse Cavanaugh.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u461039.shtml

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Inflexão

Estava eu hoje, desde as oito e vinte da manhã, dando aula em um Cursinho aqui em Franca (Mais! Vestibulares, aula de Geografia do Brasil) quando, por volta das dez para as nove, ouvimos as primeiras sirenes passando pela rua. Já imaginando algum acidente, continuamos normalmente a aula, uma vez que infelizmente acidentes (bastante sérios) automobilísticos são bastante rotineiros na cidade, uma vez que as regras de trânsito não são prioridade para os motoristas daqui (pelo menos ao que me parece). Em um breve intervalo de vinte minutos, ouvimos o barulho de mais sete sirenes.
A aula passou, e logo que acabou (era intervalo) descemos para nos inteirar do ocorrido. A notícia copio na integra do jornal Comercio da Franca (notícia online):

Assassinato seguido de suicídio em Franca Hoje de manhã, na Rua Ouvidor Freire, no Centro de Franca, Élder Mazucato Rezende, que tinha 45 anos, se suicidou com um tiro na cabeça, após assassinar a própria mãe, uma senhora de 75 anos e ferir com tiros na cabeça sua esposa, Valéria (37) e seus três filhos, Júlia e Letícia, gêmeas de 11 anos e o caçula Alexandre, de apenas 7.

Segundo a polícia, as crianças estavam dormindo quando foram feridas pelo pai, tendo sido atingidas por projéteis de uma arma calibre 32, apreendida no local.

As vítimas, inconscientes e respirando com ajuda de aparelhos, estão no momento em estado gravíssimo na Santa Casa de Franca.

Até o momento não se sabem os motivos do crime, apenas que há 15 dias Élder havia se mudado com a família para a casa dos pais.

Já o pai do suspeito, que também morava na casa, não estava no local no momento dos tiros, mas está agora em estado de choque.

De acordo com o delegado Márcio Garcia Murari, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Élder Rezende teria um histórico de uso de drogas e sofreria de depressão.

Acompanhe as informações atualizadas pelo Blog GCN na Web e ao vivo pela Rádio Difusora 1030 Khz AM. Amanhã, cobertura completa pelo Jornal Comércio da Franca.

link: http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=36162

Detalhe: o ocorrido foi por volta das 08:40, durante minha aula. E a casa fica a três quarteirões do cursinho.
Estou, no mínimo, estarrecido. E, de certa forma, ainda amedrontado. Como a vida, tão valorizada e defendida, pode valer tão pouco em uma fração de segundos.
Boa semana, inté. Qualquer coisa, em RP.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Saudade

Deparei-me estes dias e notei que, além das sensações que já me inquietam sempre (entre eles o próprio ato de viver), percebi que a saudade vem incomodando mais do que atualmente.
Além das já tão habituais e sofridas (mãe, pai, irmão e namorada), sinto que quase tudo que vivenciei não existe mais. Claro que esta sentença é extremamente óbvia, mas não falo necessariamente da questão material, mas sim do que resta depois do acontecido, do que permanece após o ocorrido.
Sempre pautei que tudo vale a pena no sentido de que sempre se aprende e, com isto, tudo (sem exceção) acrescenta em algo na nossa vida. Hoje, já não sei se, de fato, isto acontece: talvez pela idade, talvez pela distância, talvez pelo cansaço. O que sei é que as mudanças ocorrem em um ritmo muito mais rápido do que eu previa (e gostaria), e a percepção de tempo fica cada vez menor para as realizações que aspiro. Dentro desta proporcionalidade inversa, vejo que o impasse aumenta cada vez mais, e este impasse pode levar a dois caminhos: sua resolução e o início de novos questionamentos ou todos os questionamentos e todas estas vivências girando em torno deste impasse, ora desvendando-o parcialmente ora alimentando-o ainda mais.
Talvez esta saudade (de quê mesmo? acho que nem ao certo defini) seja sinal de amadurecimento, de desesperança ou seja sinal de saudade mesmo. Vejo cada vez mais que o novo toma conta no dia-a-dia; e também vejo que o novo torna-se cada vez mais rapidamente o velho.
Deve ser por isso que optei por ser historiador...
Boa semana, inté.

domingo, 19 de outubro de 2008

Polícia

Boa noite pessoal.
O horário de verão chegou, e para o bem ou para o mal os dias vão estender-se mais um pouco. Gosto do horário; não aumenta realmente o dia, mas pelo menos dá a impressão, o que já é algum consolo...
No mês de julho (Polícia e policiais) já tinha colocado algumas reflexões (na verdade usei um texto do Carlos Heitor Cony para isso) em relação à algumas situações encontradas e causadas pela Polícia, dentro de um contexto onde várias mortes sumárias, em vários locais do país, estavam acontecendo quase que simultaneamente.
Eis que esta semana a polícia novamente aparece no noticiário, em três situações distintas.
A primeira, ocorrida no RJ, foi o assassinato do diretor do presídio Bangu III, José Roberto do Amaral Lourenço, na manhã de quinta-feira. Com o carro metralhado, teve a vida interrompida e ainda acusado de imperícia pelos policiais cariocas, que condenaram o diretor não estar sendo escoltado por guarda-costas no momento do crime (como se adiantasse muita coisa, uma vez que ao todo foram encontradas 60 marcas de disparo no carro. O máximo que teria acontecido seria uma chacina, com a morte dos outros guarda-costas e por ventura a morte de um ou outro homem envolvido no crime).
Na quinta-feira a tarde, o conflito entre as Policias Civil e Militar em frente ao Palácio dos Bandeirantes foi, no mínimo, triste. De um lado, funcionários mal pagos e que, há quase um mês parados, não conseguiram um acordo formal com o Governo, criando um impasse; de outro, homens treinados para manter a segurança de locais públicos, estando todos entre a cruz e a espada ao terem que encarar colegas de serviço como inimigos. Além de aflorar a histórica rivalidade entre as políticas, a manifestação demonstra a constante falta de habilidade dos governos de SP em administrar situações de impasses, situações existentes desde a década de 80, com os primeiros governos eleitos democraticamente (os bancários, também em greve já há algum tempo, reinvidicam melhores condições, tanto os da iniciativa privada como os funcionários públicos). Assim, com os serviços públicos afetados, carece um pouco mais de preocupação do Governo com estas situações, ponderando os prós e contras e preocupando-se um pouco mais com as negociações. Só não pode ter violência nem intolerância; e, principalmente no caso do confronto entre as Policias, houve estas características dos dois lados.
Finalizando, o caso de Santo André. Independente dos acontecimentos, pelo menos um mérito houve dos policiais envolvidos: não ter assassinado o jovem que causou toda a situação. Sei que o impulso natural da maioria da população seria ter o feito (eu, nesta situação, provavelmente já estaria quase em colapso nervoso e teria atirado nele), a corporação manteve sua finalidade de manter a ordem, e ao conseguir acabar com o sequestro e rendê-lo em vida, entregando o jovem para ser julgado conforme as instâncias que possuem esta finalidade. Não tenho muitas esperanças que isto aconteça: o sequestrador já foi jurado de morte na delegacia (está isolado dos outros presos), e creio que mais dia menos dia acabará morto (há alguns códigos de ética e honra da prisão que são imutáveis, e seu cumprimento é na maioria dos casos eficiente). Lamento bastante pela morte da ex-namorada; também não gosto de imaginar o que ela deve ter sofrido lá dentro antes de ser baleada. Apenas 15 anos; infelizmente, ela deparou-se cedo com o desespero e a insanidade humana, personificada na figura de seu companheiro durante três anos.
Fecho colocando que, gostando ou não, todos os acontecimentos giram em torno de homens, que mesmo a mando de corporações ou instituições, possuem sua subjetividade, na maioria dos casos latente. São treinados para manter a segurança (ou, na maioria dos casos, para "resolver problemas" - diga-se de passagem, eliminar o problema), e a tensão a qual são expostos muitas vezes causam traumas irreversíveis, tanto a si próprios quanto para a sociedade a qual são designados para proteger, e as pessoas que estão ao seu redor.
Se fui confuso na minha argumentação, perdão. Pretendo voltar mais vezes ao tema.
Do mais, esta semana houve o 2º GT de Religiões aqui na Unesp Franca, e a Flávia esteve aqui. Ou seja, semana fantástica.
Abraços, ótimo começo de semana a todos, até mais.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Relembrando

Último Romance
(Rodrigo Amarante)

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver eu penso em trocar
a minha TV num jeito de te levar
a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for, que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar

Ah vai, me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Voltei

Finalmente, saindo da maldita inércia que vem me corroendo ultimamente, cá estou a escrever novamente...
Venho pra falar de política. Não, não e não; não vou comemorar nem defender, muito menos atacar ninguém. Só fazer uma breve análise do ocorrido.
Estas eleições em 2008 servem, antes de mais nada, para o óbvio: delimitar as bases e os projetos que serão desenvolvidos nos municípios no período 2009/2012. A composição da prefeitura e da câmara legislativa dará o tom para estas dinâmicas, e a pouca ou grande renovação depende diretamente da percepção (ou a falta) dos eleitores quanto ao ritmo da cidade e a forma que os candidatos apresentaram seus planejamentos.
Também pode-se tirar uma base para 2010: embora muita coisa (muita coisa mesmo) irá ocorrer até 2010, pelo menos temos já alguns pontos de partida (ou linha de chegada para alguns) para a construção das campanhas para o próximo pleito.
Na esfera federal, a disputa no PSDB ganha novos tons: no Estado de São Paulo, o PSDB conseguiu manter e conquistar algumas cidades, e o trunfo pessoal do governador José Serra em São Paulo demonstra o tamanho de sua influência no partido, já que conseguiu esvaziar a candidatura de um político de projeção nacional (Geraldo Alckmin) e trabalhar com a candidatura de um político que, mesmo sem projeção, pautou sua linha de trabalho nos projetos já delimitados no começo da prefeitura e consolidou a imagem de bom administrador, revertendo o favoritismo de Marta Suplicy e projetando seu nome como favorito para a reeleição (mesmo a disputa sendo apertada, com Kassab vencendo por pouco mais de 1% de diferença).
Já em Minas Gerais, um grande revés para o outro postulante ao cargo de presidente da República: Aécio Neves não conseguiu implacar seu candidato (Márcio Lacerda, do PSB) em primeiro turno, mesmo com a campanha patrocinada pelo Estado de MG e pela prefeitura de BH (informalmente pelo Estado, mas foi sim), indo para o segundo turno com um político sem projeção e com uma campanha bem mais modesta. Além disso, o PSDB perdeu várias prefeituras no Estado, e o apoio frontal de Aécio a Alckmin em SP não redundou em muita coisa.
No outro lado da disputa, o PT ainda não tem um grande nome para a sucessão (a imagem de Dilma Roussef começa a ser construída agora), mas o sucesso desta campanha pode ser um ponto a favor para o partido do presidente. As bases conquistadas em vários estados e as disputas em segunto turno fortalecem o partido, e se o contexto for de aprovação maciça ao governo como está sendo (embora bem ameaçado por vários pontos, principalmente a crise estadunidense e, consequentemente, mundial), o fortalecimento da candidatura pode se tornar um projeto bastante viável. O principal postulante também desta linha, Ciro Gomes (PSB), já sinalizou que um convite a ser vice na chapa do PT.
Dentro do segundo turno, várias outras análises ou conjunturas aparecerão. Cabe ficar atento a todos, já que esta dinâmica influencia várias outras (e o principal, eles que gastam nosso dinheiro, e fiscalizar é importante, a não ser que você não se importe muito com seu sustento...).
Bom, por ora é isso. Volto logo com boas novas (sempre falo isto, mas é pra me convencer; vou tentar voltar mesmo).
Boa semana a todos, inté.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

...

Boa tarde pessoal.
Volto apenas para dar uma passada.
Tenho várias idéias, mas sem paciência e sem tempo para me alongar muito. Logo volto com gás.
Posso dizer que semana passada a estadia na ANPUH lá em São Paulo foi muito boa, tanto na faculdade quanto com meus anfitriões na cidade. Agradeço novamente tanto ao André e a Aline pela paciência nestes dias todos, além de também agradecer o Bruno pelo quarto.
E, do mais, indo.
Bom resto de semana, até mais.

sábado, 6 de setembro de 2008

Ajuda






Nome: Lucas Vieira

Tem 3 anos e sumiu dia 21/06.

Se identificarem algum garoto parecido, por favor entrem em contato com a polícia.

Obrigado.

Até, Thiago.


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Divulgação

Boa noite pessoal.
Passo rapidamente pra avisar duas coisas:

1 - Esta semana estarei em São Paulo, participando de um evento da ANPUH (Associação Nacional dos Historiadores). Daí, provavelmente não passarei por aqui; qualquer coisa, responderei fim de semana que vem (embora tenho vários posts atrasados pra responder...).

2 - Farei divulgação de dois cursos ministrados pelo Umberto, amigo do Centro Espírita Rodrigo Lobato que já trabalha há muito tempo com Artes, mas por falta de investimento e por interesse humano não consegue desenvolver um projeto sólido. Daí faço a divulgação por aqui, e quem se interessar é só procurar se informar melhor e participar dos projetos.

Abraços a todos, juízo, até mais.


Olá, tudo bem?
gostaria de solicitar sua ajuda para divulgar duas oficinas que vou ministrar na Oficina Cultural Regional Fred Navarro a partir da semana que vem:
Uma delas é de Pintura, abrangendo Teoria, História e prática. Será de terças e quintas feiras, das 18:30 as 21:30 e vai do 09 de setembro ao dia 22 de outubro, tendo carga horária de 42h.
A outra é de Histórias em Quadrinhos, abrangendo, também, Teoria, História e prática. Será de segundas e quartas feiras, das 18:30 as 21:30 e vai do 08 de setembro ao dia 08 de outubro, tendo carga horária de 30 h.
Ambas são gratuitas e tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Em anexo, estou enviando os conteúdos das oficinas. (quem quiser o anexo, mande um e-mail pra mim - fidelisrp@gmail.com).
As inscrições poderão ser feitas na Oficina Cultural Regional Fred Navarro, r. Coronel Spínola de Castro, 5084 –Imperial. Telefones 3234-2405 – 3212-9235.
Sua ajuda é de fundamental importância, pois os projetos correm o risco de ser cancelados por falta de divulgação e de inscrições.
Muito Obrigado.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

América

Morte do leiteiro

A Cyro Novaes

Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.

Na mão a garrafa branca
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morados na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.

E como a porta dos fundos
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro...
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.

Meu leiteiro tão sutil
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.

Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.

Mas o homem perdeu o sono
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.

Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 30 de agosto de 2008

Cansaço


Olá pessoal.
Infelizmente, estou com várias idéias mas não muito animado para postar. Estou cansado; infelizmente, mal chegou setembro e já desejo avidamente o fim de dezembro.
Passo apenas para me desculpar. Logo tentarei colocar postagens interessantes.
Até mais. Abraços.

domingo, 24 de agosto de 2008

Noite

Meu Amigo da Miséria

Você apenas ficou aí gritando
Com medo de que ninguém o estivesse ouvindo
Eles dizem que a lata vazia chacoalha mais
O som de sua voz deve aliviá-lo
Ouvindo apenas o que você quer ouvir
E sabendo apenas o que você ouviu
Você, você está acostumado com a tragédia
Você saiu para salvar o mundo

Miséria
Você insiste que o peso do mundo
Deve estar em seus ombros

Miséria
Existe muito mais na vida do que o que você vê
Meu amigo da miséria

Você fica ali parado gritando
Ninguém se importando com as palavras que você diz
Meu amigo antes que sua voz se vá
A diversão de um homem é o inferno do outro
Estes tempos foram enviados para testar a alma dos homens
Mas há algo errado com tudo que você vê
Você irá tomar tudo para si
Lembre-se, miséria adora companhia

Você apenas ficou ali gritando
Meu amigo da miséria

Música: My Friend of Misery - Metallica
link: www.youtube.com/watch?v=ljac_O8scKs

sábado, 16 de agosto de 2008

Why so serius?

Boa noite pessoal. Depois de uma ausência grande e injustificada, volto a meu querido espaço virtual...
Sábado passado, depois de muita expectativa, finalmente tive contato com o filme O Cavalheiro das Trevas, continuação de Batman Begins e levemente inspirado na célebre revista em quadrinho de Frank Miller, considerados pelos especialistas em HQ como a melhor história de todos os tempos (não sei se de fato é a melhor, mas pode-se arriscar a dizer que é a mais inovadora). E, vi que minhas expectativas estavam corretas; o filme é sombrio, real, e denso do começo ao fim.
Calma, calma, não vou contar o filme. Não desejaria isso nem a meu pior inimigo (tá, tá, já contei pro meu querido irmão Henrique, mas por insistência dele; só abri exceção porque o Henrique é o Henrique), pois o filme precisa ser visto e, principalmente, sentido. As indagações feitas perpassam em muito a batalha travada no filme; as angústias e os modos de ver a própria existência são indagadas, de maneiras intensas e perturbadoras no filme. E vale a pena conferir, mesmo pra quem não gosta do Batman.
Cinematograficamente o filme é impecável. A parte técnica é ótima; Christopher Nolan acertou novamente na direção e principalmente no roteiro, mesclando os aspectos fantásticos que cercam a trajetória do Homem-Morcego com a sociedade em que vivemos, relatando acima de tudo as angústias e todos os surtos a que estamos expostos no dia-a-dia. O grande mérito do filme é travar uma proximidade de um universo a primeiro momento fantasioso; por mais que não queremos admitir, é fato (e, no contexto do filme, triste) notar que a história ali pode, de fato, acontecer, que não há nada de absurdo (nada mesmo). Finalizando, as interpretações são ótimas, o elenco estava muito bom. Sei que naturalmente todos os holofotes estão voltados para Heath Ledger, e com razão: sua atuação é fantástica, e o Coringa do filme é, sem dúvida, o personagem que mais me perturbou em um filme. Mas é necessário salientar outras duas atuações que estiveram no mesmo nível fenomenal de Ledger: Christian Bale e Gary Oldman. O primeiro mantem a complexidade dramática do primeiro filme e dá uma dimensão mais sombria ainda ao protagonista, que oscila entre o desejo de ajudar a cidade e a vontade de ser apenas "mais um"; o segundo dá uma dimensão fantástica ao principal elo do Batman com a polícia, demonstrando toda a importância do personagem Gordon sem precisar fazer caras e bocas pra tentar aparecer mais que os outros. E Oldman, que é um ator excepcional (mas conhecido atualmente pelo Sirius Black na série Harry Potter, mas que já fez inúmeros outros papéis de qualidade) demonstra a vital importância do personagem para todo o desenrolar da trama.
Podemos ver o filme tanto como uma ação como um drama: ele funciona e é competente nos dois aspectos. Portanto, vale a pena dar uma olhada.
E a pergunta do início do post serve como uma grande reflexão: estar sério geralmente é sinônimo de equilíbrio, de respeito, e muitas vezes de admiração. Mas, dando uma de Coringa, será mesmo?
Boa semana a todos. Até mais.

sábado, 2 de agosto de 2008

Socorro!

Cadê a umidade? Estou ressecando!!!!
Tirando os exageros à parte, esta semana foi a mais seca no estado de São Paulo. E como minhas vias respiratórias não são muito boas, a dificuldade pra respirar aumenta. Com meu querido nariz entupido, as coisas só pioram...
Do mais tá indo. Estou com muitas saudades de São José do Rio Preto e das pessoas que sempre tenho que deixar. Mas este fim de semana estou de volta...
Para relaxar um pouco, um vídeo direto do Jardim Conceição para o resto do mundo. Bem engraçado por sinal.
Bom domingo, até mais.


domingo, 27 de julho de 2008

O médico e o monstro


Será exagero o título? Talvez sim, talvez não. O importante a frisar é como um homem ou um grupo pode chegar à extremos tão forte e tão absurdos para fazer prevalecer sua ideologia, ou contornar um problema que incomode muito.
Considerado por muitos o "Hitler contemporâneo", Radovan Karadzic foi o representante da Sérvia na então colônia Bosnia-Herzegovina entre 1992 e 1995, sendo acusado do maior extermínio em massa após a Segunda Guerra Mundial, sendo acusado de mandatário da morte de mais de 8.000 civis durante este ano. Motivo: repressão contra os movimentos de indepedência na Bósnia, já que a Iugoslávia vinha lentamente desintegrando-se, pois a frágil rede de sustentação durante a Guerra Fria começava a quebrar com a independência da Croácia, em 1991.
Muitos dizem que a grande motivação foi religiosa. Além de psiquiatra, Karadzic era poeta; em sua produção poética, geralmente o que se via era uma determinação a disseminar sua forma de enxergar a religiosidade, uma forma que pregava que todo o convertido teria o que quisesse, não seguindo necessariamente as leis dos homens, mas sim as leis de um outro plano.
Acusado de crime contra a humanidade, ele estava foragido desde 1996. Segunda passada, foi encontrado em Saravejo com uma nova identidade e com visual bastante diferente; atendia em uma pequena clínica, e era um cidadão respeitado na pequena região próxima ao centro da cidade.
Enviado para Haia (Holanda), será seu próprio advogado. Predestinação? Desespero, por falta de apoio de seus antigos aliados?
Não se sabe. Por ora, será apenas aguardar. Independente de um juízo antes ou depois do julgamento, é importante frisar como valorizamos muito mais os seres que estão próximos das nossas idéias e condutas do que os outros; é interessante observar como a máxima cristã de amar ao próximo como a si mesmo é bem esquecida, ou usada apenas quando convém.
Independente de ser culpado ou não, Karadzic foi, direta ou indiretamente, responsável por tais mortes (e o número de 8.000 refere-se à civis; os militares não entram em tal conta). Recentemente, vimos o episódio de Kosovo, que felizmente não terminou em catástrofe; observamos ali, praticamente o mesmo contexto, a mesma região, ainda os mesmos problemas.
É torcer para que nada mais aconteça. Que possamos valorizar a vida em vez da morte.
Boa semana a todos, até mais.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Polícia e policiais

Bom dia pessoal.
Durante todas as férias, vários assuntos intrigaram-me muito. Mas talvez o que eu mais tenha necessidade de escrever é sobre a atuação de alguns policiais (importante frisar isto, pois não é a atitude da polícia em si) em todo o Brasil, disseminando várias mortes totalmente inexplicáveis do ponto de vista lógico. Voltarei certamente ao assunto; a ânsia de escrever fez com que eu não escreva. Para iniciar a provável discussão, coloco um texto de Carlos Heitor Cony da folha de ontem (24/07/2008), que traz à discussão alguns pontos importantes. Prometo que futuramente voltarei.
Abraços, e bom fim de semana.

Era de paz

Carlos Heitor Cony

Uma nova realidade somada a outras realidades: a instituição policial não apenas caiu no descrédito da população, mas passou a ser detestada. Há motivos para isso, alguns históricos, outros mais recentes, como a morte de inocentes durante as operações contra supostos criminosos.
A julgar pelo noticiário da mídia, não existem bandidos a não ser aqueles fardados que dispõem de armas fornecidas pelo Estado. São eles que, sozinhos, promovem aleatoriamente os tiroteios, matam cidadãos honestos e são responsáveis por todas as balas perdidas que fazem vítimas fatais.
É notório o despreparo de grande parte dos policiais. Cometem erros de interpretação, de truculência, de precipitação etc. Mas, a julgar pelas matérias veiculadas na mídia, a impressão resultante é que todos os dias sai dos quartéis um bando de assassinos que só retornam a seus alojamentos deixando cinco, seis ou mais corpos nas ruas.
Não fosse a polícia, viveríamos um estado de graça permanente, sem roubos, assaltos, seqüestros e chacinas. Os supostos bandidos, apesar de disporem de arsenal sofisticado, são pessoas de bem, aceitos por suas comunidades, alguns deles até são promovidos a heróis que defendem os oprimidos contra o arbítrio do poder constituído.
Pelo menos aqui no Rio, o governo estadual adotou oficialmente a política do confronto com o crime. Mas a realidade que se depreende do noticiário é que não mais existe crime, mas supostos criminosos que são assassinados implacavelmente por aqueles que são pagos para proteger a população.
Se houver um plebiscito para acabar com a polícia, não será surpresa se a maioria votar pela sua extinção, na esperança de viver em paz, sem supostos bandidos e sem balas perdidas.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Voltando

Oi pessoal.
Estou voltando as atividades, embora em ritmo bem parado...
Tenho um milhão de idéias na cabeça porém sem muita disposição para transpor. Muitas coisas acontecem o tempo todo; está difícil parar e raciocinar algo.
Mas vou tentar, logo logo.
Pelo menos, aos poucos, estou voltando.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Férias

...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Zimbábue

Dia pessoal.
Acabando o semestre, graças ao bom Deus...
Passo rapidinho, para apenas deixar registrado a situação lá no Zimbábue.
O atual presidente, Robert Mugabe, é um ditador que está no poder há 28 anos. Depois de muita pressão (tanto interna quanto externa), resolveu abrir eleições, onde conseguiu uma vaga no segundo turno contra o opositor (e primeiro lugar na eleição deste primeiro turno) Morgan Tsvangirai, opositor já preso e exilado por esta ditadura.
Recentemente, Mugabe tem declarado que não deixaria, de forma alguma, a presidência, acusando a Grã-Bretanha de uma possível invasão na região ou implatanção de seus interesses considerados imperialistas (alguém precisa ensinar um pouco de geopolítica para o querido presidente, já que tais ações não são mais empreendidas pela Grã-Bretanha, que não tem mais poder para isso). Assim, ameaçou pegar em armas caso perca a eleição; durante a campanha tanto do primeiro quanto do segundo turno, mais de 70 pessoas morreram, e o número de coagidos ou de pessoas de alguma forma prejudicados beiram mais de 200 mil; resumindo, ser de oposição lá significa correr risco de morte, tanto pelo Estado quanto por simpatizantes do regime.
Hoje saiu um comunicado da ONU condenando tal retaliação; mas, como se sabe, o papel da ONU hoje na mediação de conflitos é uma incógnita. Individualmente, poucos países manifestaram a opinião sobre o ocorrido.
A África é e sempre foi um barril de pólvora, assim como a maioria dos países da Europa (isto é ligado diretamente à formação dos países, tanto atualmente quanto na época medieval), mas os problemas históricos e geopolíticos não justificam que os países ditos civilizados não movam uma palha para conter tais abusos. Acho que, de alguma forma, estão esperando novos massacres como o de Darfur para se fazer algo.
Bom, é isso. Ótima semana, inté.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Oi

Boa tarde pessoal.
Passo apenas para dizer que hoje fico mais velho...
Pois é, a idade caminha mais avançada agora...
Quem sabe não fico mais sábio? Quem sabe?
Agora corro pra faculdade para não perder o horário.
Abraços, ótima semana a todos, até.

domingo, 15 de junho de 2008

EUA

Boa noite pessoal
Depois de muito tempo, passo muito rapidamente por aqui...
Estava lendo hoje na Folha, e refletindo um pouco sobre a disputa nas eleições estadunidenses.
Tá, podem até dizer que não tem nada a ver com o Brasil, mas considero tal afirmação um erro grave e um profundo (talvez um leve, para ser menos taxativo) desconhecimento sobre História. Afinal, boa parte da economia brasileira não é dependente, mas sim influenciada pela economia dos EUA; os valores culturais e sociais de lá são amplamente adotados por aqui, fora as movimentações políticas no âmbito das Relações Internacionais.
Obama ou McCain? O primeiro, sensação mundial, soube utilizar a mídia como ninguém em sua campanha; surgido como um azarão entre John Edwards e Hilary Clinton, amplamente favorita por sua trajetória política e a de seu marido, ex-presidente Bill Clinton (1993/2001), conseguiu a indicação com um discurso sobre o novo, sobre mudanças. Já o segundo, considerado liberal demais entre os conservadores republicanos, teve mais problemas em convencer os caciques e os eleitorados sobre seu conservadorismo do que concorrer com os outros candidatos; veterano do Vietnã, McCain é o típico herói de guerra estadunidense que, após voltar da guerra, tornou-se um homem bem sucedido, tanto na carreira profissional como pessoal (é importante valorizar tal figura, já que a maioria dos combatentes possuem destino trágico quando não morrem em combate ou em decorrência dele). Por mais que haja em sua campanha a sombra do desastroso governo de George W. Bush (2001), sua figura ainda causa fascínio no imaginário do país.
Obama encanta o eleitorado não por sua formação não-cristã ou por ser de classe negra, mas pela abrangência; evitando os ataques diretos, procura manter um tom sempre conciliador e simples; agora, com o apoio de Hilary, já projeta grande parte do eleitorado desta, consolidando assim sua vitória.
Assim como em qualquer assunto referente à ações humanas diretamente, nada é tão simples. Como já disse, a figura de McCain ainda mexe com o imaginário; e, assim como no Brasil, a questão ideológica de partidos não é analisada em primeiro plano; logo, a preferência de boa parte do eleitorado não é o partido ou a carga simbólica que ele carrega, mas sim a figura de quem concorre.
É esperar para ver. Nenhuma eleição é óbvia; embora a vitória de Obama seja praticamente certa, o jogo não será tão simples.

P.S -> Fiz uns exames esta semana e os resultados não foram lá 100%... mas isso é papo para outra postagem. Boa semana a todos, até mais!

domingo, 1 de junho de 2008

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã

Desculpem não escrever nada, mas acho que às vezes uma imagem, uma música, um livro, enfim, coisas já prontas ou feitas por outras pessoas podem expressar bem melhor algumas coisas do que manifestações necessariamente próprias. Daí vai a letra. Boa semana a todos.


Estatuas e cofres. E paredes pintadas. Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar. Nada é fácil de entender.

Dorme agora. é isso o vento lá fora.
Quero colo. Vou fugir de casa. Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo. Tive um pesadelo isso vou voltar depois das três.
Meu filho vai ter nome de santo. Quero o nome mais bonito.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Porque se você parar para pensar, na verdade não há.

Me diz porque o céu é azul. Me explica a grande fúria do mundo.
São meus filhos que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe mas meu pai vem me visitar.
Eu moro na rua, não tenho ninguém. Eu moro em qualquer lugar.
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais. Eu moro com os meus pais.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Porque se você parar para pensar, na verdade não há.
Sou uma gota d'água
Sou um grão de areia.
Você me diz que seus pais não entendem.
Mas você não entende seus pais.

Você culpa seus pais por tudo. E isso é absurdo.
São crianças como você.
O que você vai ser, quando você crescer?

domingo, 18 de maio de 2008

Vixi...

Boa tarde pessoal.
Pelo jeito, nem meu leitor fiel passou por aqui...
Caso dê tempo, posto alguma outra coisa ainda hoje. Se não, deixo aqui algumas reflexões sobre grandes personalidades, que vi na Uol e que, confesso, me deixaram bastante estarrecidos (algumas são até cômicas, mas a maioria...).
Se alguém quiser dar uma olhada com mais calma, o link é http://celebridades.uol.com.br/frases/
Quem quiser continuar lendo, boa sorte.

O salto alto não só me aumenta de tamanho... Aumenta também minha capacidade cerebral.

Victoria Beckham fala sobre os benefícios do salto alto no seu dia-a-dia.

Minha bunda não faz nada se eu não estiver junto.

Carla Perez garante à revista "Quem" que tem a soberania sobre as suas nádegas.

Já fiz tanta cena de amor em novela, a única diferença é que nessa tem penetração.

Leila Lopes, à revista "Quem", aponta o detalhe entre as cenas que fazia em novelas e as do filme pornográfico "Pecados & Tentações".

É muito mais difícil criar filho do que apresentar o `Jornal Nacional´.

A apresentadora Fátima Bernardes conta à revista "Contigo!" sobre o trabalho que tem para cuidar dos trigêmeos.

Tive experiência com várias drogas: cocaína, ácido... Mas não curti, porque elas alteram o estado de consciência.

O ator Lúcio Mauro Filho revela à revista "Quem" suas experiências com drogas.

Já vi muito mais pegação nos bastidores de novela do que nos de um filme erótico.

Leila Lopes mostra, mais uma vez, as diferenças entre TV e cinema à revista "Quem" .

Comprei para a minha mãe uma bolsa Gucci pequena onde ela carrega seus dois cãezinhos da raça chihuahua. Agora, toda vez que eles vêem um bolsa Gucci, tentam entrar!

Deborah Secco fala sobre o comportamentos dos cachorros de sua mãe à revista "Gloss".

Sou muito gostosinha! Não preciso dar um carro para alguém me desejar!

No seu blog, Cláudia Jimenez nega que tenha presenteado o namorado, o ator Rodrigo Phavanello, com um carro de R$ 100 mil.

Acho chato botar objetos caros na lista. Prefiro comprá-los.

Juliana Paes fala à revista "Caras" sobre sua lista de casamento, cujo item mais caro é uma máquina de café expresso de R$ 2.990,00.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Satisfação

Boa tarde.
Primeiramente, faço um aparte e agradeço imensamente ao caro leitor Lucas, que pelo andar da carruagem é meu único (porém fiel) leitor...
Passo apenas para dar uma satisfação, já que o tempo anda bastante escasso. Como já tinha comentado, tudo anda muito corrido, e as vezes são tantos assuntos que as idéias acabam se perdendo, e daí não sai nada. Além disso, estes dias fiquei bastante ocupado escrevendo o artigo do "Estação D", daí veio este atraso.
Queria, bem rapidamente, salientar a saída da senadora Marina Silva (PT-AC) da pasta do Meio Ambiente. Gostando ou não dela, foi uma das poucas ministras que manteve a coerência de raciocínio durante os quase seis anos no comando da pasta, mantendo uma linha de raciocínio firme, porém aberta a diálogos e procurando alternativas que melhorassem as nossas condições.
Mas, pobre de espíritos que somos, ainda não nos preocupamos muito com o ambiente que nos cerca. Afinal, temos água todos os dias em casa, eletricidade idem, conforto também...
Só espero que não acabe rápido. Ou que acabe, daí quem sabe, por necessidade, refletir-ir-emos mais...
Por ora é só.
Postarei com mais calma logo.
Abraços, inté.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O caso Isabela

Boa tarde pessoal.
Depois de quinze dias, volto a cá...
Mil perdões pela demora, mas infelizmente estou sem Internet em RP (como já dito), e aqui em Franca é difícil (como também já disse)...
Passo pra salientar que agora daqui pra frente o frio vem pra acompanhar nossa vida e estimular a preguiça, a muita comilança e a dormir bastante.
Estive pensando mais a fundo em relação ao caso-sensação da imprensa nacional e das conversas de boa parte de sua audiência: o caso Isabela.
Posso parecer até bastante insensível nesta postagem, mas o caso já me deu nos nervos. Não tenho dúvidas quanto a sua monstruosidade: assassinar qualquer pessoa já é um ato passivo de repulsa, e uma criança então é ainda mais, pois não há paridade, não tendo assim defesa: em um confronto corporal ou em táticas ou planos, o adulto leva vantagens sobre a criança. O confronto é desigual.
E, de fato, foram em circunstâncias estranhas. Tudo leva a crer que, de fato, foram o pai e a madrasta que cometeram o crime. Além disso, a versão dada pelo pai de ter uma terceira pessoa parece cada vez mais improvável e impossível de ter acontecido (embora nada - e é importante frisar tal fato - tenha sido comprovado ou desmentido).
Mas, por mais que seja um caso chocante, qual o objetivo de tamanha exposição? Acompanhar o caso pode ser até de interesse público, mas com detalhes tais para merecer tamanha cobertura midiática e tamanha atenção popular? Sei que casos desta forma, que envolve a subjetividade humana extrapola geralmente as explicações racionais humanas, mas e o resto do mundo, parou? Porque a pobre garota foi covardemente assassinada o resto não merece cobertura, discussões, reflexões e revoltas também?
Dois casos para mim refletem um pouco isso. Voltemos em 2005, aos acontecimentos em Brasília denominados "Mensalão". Não me recordo os valores (e, como o tempo é curto, infelizmente não pesquisarei - se alguém que ler quiser dar um toque no comentário, por favor o faça), mas sei que muito dinheiro foi usado de forma indevida, direcionado aos interesses de poucos abastados da política nacional. É só imaginar o tanto de Isabelas Brasil afora que deixaram de receber auxílio, deixaram de comer, de ter oportunidades de estudo, de ter uma vida um pouco mais digna, ou em casos mais extremados, que perderam a vida por incompetência do Estado. Houve até indignação popular, mas nem de longe causou tantas reflexões como o caso atual.
E, atualmente, temos o caso na Áustria, onde o pai manteve a própria filha em cárcere privado por vinte e quatro anos, violentando-a fisicamente e psicologicamente durante todo este tempo (na verdade a prática vinha desde a pré-adolescência da jovem, há mais de trinta anos) e tendo sete filhos com ela, sendo um morto, três criados pela avó e os outros três nunca terem vido os raios de sol e ter tido nenhum tipo de contato como exterior? Desculpem a possível monstruosidade do meu comentário, mas este caso é várias vezes mais chocante que o da pobre Isabela, e mal foi noticiado por aqui...
Tenho minhas profundas condolências pela família em relação a perca da garota, e é por este respeito que acho um absurdo a forma como o caso vem sendo tratado. Muitos pais ficaram revoltados, mas aposto que dá para contar nos dedos os pais que melhoraram suas atitudes em relação aos filhos, ou que simplesmente se sentiram bem por eles estarem vivos e saudáveis.
Bom, por hoje já falei demais. Espero a opinião de quem tenha lido; como já disse é importante para mim.
Abraços, até mais.

P.S -> Estarei colaborando em outro blog, onde trataremos de conteúdos mais relacionados às ciências humanas. Se quiserem passar por lá, o endereço é www.estacaod.blogspot.com - recomendo, é infinitamente melhor que este aqui (tirando meus posts, obviamente).

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Here

Boa tarde.
Depois de dez dias, volto a passar por aqui. Infelizmente fiquei impossibilitado de postar antes, já que pelos computadores da Unesp não consigo atualizar (lá não abre blog nem Orkut), e o computador da minha casa parou de funcionar (primeiro não conectava a Internet, agora não liga mais. O atestado de óbito dele está próximo...), daí arrumar uma brecha vai ser difícil.
Passo apenas para refletir um pouco sobre o tempo. Reflexão bem breve, verdade; o ano mal começou e já estamos indo para maio, quase para a primeira metade. E ainda não fiz muita coisa...
Esta terrível sensação de nunca ter aproveitado o bastante, de sempre ter ficado algo para trás, de sempre achar que nunca houve esforço o bastante, ela acompanha a noção do tempo de forma quase irredutível. Os dias, os meses, os anos, de uma forma ou de outra confundem-se na memória; a percepção não a distingüe, e as vezes o próprio cérebro não diferencia o que é verdadeiro ou falso (se alguém lembrar melhor que dê um toque, mas acho que o cérebro em si não faz tal distinção, e sim a consciência...).
Enfim, mas um dia parte e, de uma forma ou de outra, a sensação de vazio começa. Pode parecer até auto-ajuda ou algo do tipo, mas creio que o importante é buscar, a cada dia, motivações para não existir mais tal vazio, sendo útil seja para a sociedade, seja a si mesmo, ou simplesmente não ter compromisso, fazer por fazer (embora não creia muito no acaso das coisas, dos acontecimentos).
Tudo dando certo, no fim de semana posto algo com mais substância. Tem algumas coisas na sociedade e na faculdade que dão muito "pano para manga", e merecem um mínimo de reflexão.
Para os corajosos que chegaram até aqui, bom descanso, até a próxima.
Forte abraço, até mais.

domingo, 13 de abril de 2008

Pois é...

Boa noite.
Já há algum tempo venho me cobrando, ponderando a necessidade de trabalhar com um blog.
E, embora atualmente ando tendo milhares de coisas (e fazendo pouco ou estritamente o necessário delas) para fazer, sinto que não há mais como. A vida é curta (ou pelo menos há pouco tempo a aproveitar), daí o que estava faltando mesmo era empenho. É agora ou nunca.
Convido a todos que se perderam por estas bandas a "dar uma espiadinha" (parafraseando nosso querido filósofo e jornalista nas horas vagas Pedro Bial) e, principalmente comentar, pois vejo cada vez mais com urgência uma grande necessidade de comunicação (mesmo sendo anti-social por natureza).
Vou tentar manter um ritmo de uma a duas postagens por semana. Não prometo muito, mas não é nada impossível cumprir a meta.
Quanto aos assuntos, serão dos mais variados possíveis, principalmente relativo a atualidades e a reflexões (mesmo que sejam sobre o nada, assunto o qual deve permear as postagens, como já notado).
Não espero que gostem (ou que leiam), mas a idéia é que, no mínimo, incomode.
Sejam bem-vindos (ou não) a este espaço.
Até mais.