Dia pessoal.
Acabando o semestre, graças ao bom Deus...
Passo rapidinho, para apenas deixar registrado a situação lá no Zimbábue.
O atual presidente, Robert Mugabe, é um ditador que está no poder há 28 anos. Depois de muita pressão (tanto interna quanto externa), resolveu abrir eleições, onde conseguiu uma vaga no segundo turno contra o opositor (e primeiro lugar na eleição deste primeiro turno) Morgan Tsvangirai, opositor já preso e exilado por esta ditadura.
Recentemente, Mugabe tem declarado que não deixaria, de forma alguma, a presidência, acusando a Grã-Bretanha de uma possível invasão na região ou implatanção de seus interesses considerados imperialistas (alguém precisa ensinar um pouco de geopolítica para o querido presidente, já que tais ações não são mais empreendidas pela Grã-Bretanha, que não tem mais poder para isso). Assim, ameaçou pegar em armas caso perca a eleição; durante a campanha tanto do primeiro quanto do segundo turno, mais de 70 pessoas morreram, e o número de coagidos ou de pessoas de alguma forma prejudicados beiram mais de 200 mil; resumindo, ser de oposição lá significa correr risco de morte, tanto pelo Estado quanto por simpatizantes do regime.
Hoje saiu um comunicado da ONU condenando tal retaliação; mas, como se sabe, o papel da ONU hoje na mediação de conflitos é uma incógnita. Individualmente, poucos países manifestaram a opinião sobre o ocorrido.
A África é e sempre foi um barril de pólvora, assim como a maioria dos países da Europa (isto é ligado diretamente à formação dos países, tanto atualmente quanto na época medieval), mas os problemas históricos e geopolíticos não justificam que os países ditos civilizados não movam uma palha para conter tais abusos. Acho que, de alguma forma, estão esperando novos massacres como o de Darfur para se fazer algo.
Bom, é isso. Ótima semana, inté.
Acabando o semestre, graças ao bom Deus...
Passo rapidinho, para apenas deixar registrado a situação lá no Zimbábue.
O atual presidente, Robert Mugabe, é um ditador que está no poder há 28 anos. Depois de muita pressão (tanto interna quanto externa), resolveu abrir eleições, onde conseguiu uma vaga no segundo turno contra o opositor (e primeiro lugar na eleição deste primeiro turno) Morgan Tsvangirai, opositor já preso e exilado por esta ditadura.
Recentemente, Mugabe tem declarado que não deixaria, de forma alguma, a presidência, acusando a Grã-Bretanha de uma possível invasão na região ou implatanção de seus interesses considerados imperialistas (alguém precisa ensinar um pouco de geopolítica para o querido presidente, já que tais ações não são mais empreendidas pela Grã-Bretanha, que não tem mais poder para isso). Assim, ameaçou pegar em armas caso perca a eleição; durante a campanha tanto do primeiro quanto do segundo turno, mais de 70 pessoas morreram, e o número de coagidos ou de pessoas de alguma forma prejudicados beiram mais de 200 mil; resumindo, ser de oposição lá significa correr risco de morte, tanto pelo Estado quanto por simpatizantes do regime.
Hoje saiu um comunicado da ONU condenando tal retaliação; mas, como se sabe, o papel da ONU hoje na mediação de conflitos é uma incógnita. Individualmente, poucos países manifestaram a opinião sobre o ocorrido.
A África é e sempre foi um barril de pólvora, assim como a maioria dos países da Europa (isto é ligado diretamente à formação dos países, tanto atualmente quanto na época medieval), mas os problemas históricos e geopolíticos não justificam que os países ditos civilizados não movam uma palha para conter tais abusos. Acho que, de alguma forma, estão esperando novos massacres como o de Darfur para se fazer algo.
Bom, é isso. Ótima semana, inté.
Um comentário:
Fico me perguntando qual será o conceito de 'eleição' para Mugabe; deve ser bem diferente do nosso, já que não se pode votar no outro candidato.
O difícil é que pessoas pagam por isso com suas próprias vidas, pessoas inocentes que apenas manifestaram suas idéias. Onde nós iremos parar com isso? Será que o nosso querido presidente molusco vai querer o poder inspirado no governo de Zimbábue?
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