terça-feira, 24 de junho de 2008

Zimbábue

Dia pessoal.
Acabando o semestre, graças ao bom Deus...
Passo rapidinho, para apenas deixar registrado a situação lá no Zimbábue.
O atual presidente, Robert Mugabe, é um ditador que está no poder há 28 anos. Depois de muita pressão (tanto interna quanto externa), resolveu abrir eleições, onde conseguiu uma vaga no segundo turno contra o opositor (e primeiro lugar na eleição deste primeiro turno) Morgan Tsvangirai, opositor já preso e exilado por esta ditadura.
Recentemente, Mugabe tem declarado que não deixaria, de forma alguma, a presidência, acusando a Grã-Bretanha de uma possível invasão na região ou implatanção de seus interesses considerados imperialistas (alguém precisa ensinar um pouco de geopolítica para o querido presidente, já que tais ações não são mais empreendidas pela Grã-Bretanha, que não tem mais poder para isso). Assim, ameaçou pegar em armas caso perca a eleição; durante a campanha tanto do primeiro quanto do segundo turno, mais de 70 pessoas morreram, e o número de coagidos ou de pessoas de alguma forma prejudicados beiram mais de 200 mil; resumindo, ser de oposição lá significa correr risco de morte, tanto pelo Estado quanto por simpatizantes do regime.
Hoje saiu um comunicado da ONU condenando tal retaliação; mas, como se sabe, o papel da ONU hoje na mediação de conflitos é uma incógnita. Individualmente, poucos países manifestaram a opinião sobre o ocorrido.
A África é e sempre foi um barril de pólvora, assim como a maioria dos países da Europa (isto é ligado diretamente à formação dos países, tanto atualmente quanto na época medieval), mas os problemas históricos e geopolíticos não justificam que os países ditos civilizados não movam uma palha para conter tais abusos. Acho que, de alguma forma, estão esperando novos massacres como o de Darfur para se fazer algo.
Bom, é isso. Ótima semana, inté.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Oi

Boa tarde pessoal.
Passo apenas para dizer que hoje fico mais velho...
Pois é, a idade caminha mais avançada agora...
Quem sabe não fico mais sábio? Quem sabe?
Agora corro pra faculdade para não perder o horário.
Abraços, ótima semana a todos, até.

domingo, 15 de junho de 2008

EUA

Boa noite pessoal
Depois de muito tempo, passo muito rapidamente por aqui...
Estava lendo hoje na Folha, e refletindo um pouco sobre a disputa nas eleições estadunidenses.
Tá, podem até dizer que não tem nada a ver com o Brasil, mas considero tal afirmação um erro grave e um profundo (talvez um leve, para ser menos taxativo) desconhecimento sobre História. Afinal, boa parte da economia brasileira não é dependente, mas sim influenciada pela economia dos EUA; os valores culturais e sociais de lá são amplamente adotados por aqui, fora as movimentações políticas no âmbito das Relações Internacionais.
Obama ou McCain? O primeiro, sensação mundial, soube utilizar a mídia como ninguém em sua campanha; surgido como um azarão entre John Edwards e Hilary Clinton, amplamente favorita por sua trajetória política e a de seu marido, ex-presidente Bill Clinton (1993/2001), conseguiu a indicação com um discurso sobre o novo, sobre mudanças. Já o segundo, considerado liberal demais entre os conservadores republicanos, teve mais problemas em convencer os caciques e os eleitorados sobre seu conservadorismo do que concorrer com os outros candidatos; veterano do Vietnã, McCain é o típico herói de guerra estadunidense que, após voltar da guerra, tornou-se um homem bem sucedido, tanto na carreira profissional como pessoal (é importante valorizar tal figura, já que a maioria dos combatentes possuem destino trágico quando não morrem em combate ou em decorrência dele). Por mais que haja em sua campanha a sombra do desastroso governo de George W. Bush (2001), sua figura ainda causa fascínio no imaginário do país.
Obama encanta o eleitorado não por sua formação não-cristã ou por ser de classe negra, mas pela abrangência; evitando os ataques diretos, procura manter um tom sempre conciliador e simples; agora, com o apoio de Hilary, já projeta grande parte do eleitorado desta, consolidando assim sua vitória.
Assim como em qualquer assunto referente à ações humanas diretamente, nada é tão simples. Como já disse, a figura de McCain ainda mexe com o imaginário; e, assim como no Brasil, a questão ideológica de partidos não é analisada em primeiro plano; logo, a preferência de boa parte do eleitorado não é o partido ou a carga simbólica que ele carrega, mas sim a figura de quem concorre.
É esperar para ver. Nenhuma eleição é óbvia; embora a vitória de Obama seja praticamente certa, o jogo não será tão simples.

P.S -> Fiz uns exames esta semana e os resultados não foram lá 100%... mas isso é papo para outra postagem. Boa semana a todos, até mais!

domingo, 1 de junho de 2008

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã

Desculpem não escrever nada, mas acho que às vezes uma imagem, uma música, um livro, enfim, coisas já prontas ou feitas por outras pessoas podem expressar bem melhor algumas coisas do que manifestações necessariamente próprias. Daí vai a letra. Boa semana a todos.


Estatuas e cofres. E paredes pintadas. Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar. Nada é fácil de entender.

Dorme agora. é isso o vento lá fora.
Quero colo. Vou fugir de casa. Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo. Tive um pesadelo isso vou voltar depois das três.
Meu filho vai ter nome de santo. Quero o nome mais bonito.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Porque se você parar para pensar, na verdade não há.

Me diz porque o céu é azul. Me explica a grande fúria do mundo.
São meus filhos que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe mas meu pai vem me visitar.
Eu moro na rua, não tenho ninguém. Eu moro em qualquer lugar.
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais. Eu moro com os meus pais.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Porque se você parar para pensar, na verdade não há.
Sou uma gota d'água
Sou um grão de areia.
Você me diz que seus pais não entendem.
Mas você não entende seus pais.

Você culpa seus pais por tudo. E isso é absurdo.
São crianças como você.
O que você vai ser, quando você crescer?