domingo, 15 de junho de 2008

EUA

Boa noite pessoal
Depois de muito tempo, passo muito rapidamente por aqui...
Estava lendo hoje na Folha, e refletindo um pouco sobre a disputa nas eleições estadunidenses.
Tá, podem até dizer que não tem nada a ver com o Brasil, mas considero tal afirmação um erro grave e um profundo (talvez um leve, para ser menos taxativo) desconhecimento sobre História. Afinal, boa parte da economia brasileira não é dependente, mas sim influenciada pela economia dos EUA; os valores culturais e sociais de lá são amplamente adotados por aqui, fora as movimentações políticas no âmbito das Relações Internacionais.
Obama ou McCain? O primeiro, sensação mundial, soube utilizar a mídia como ninguém em sua campanha; surgido como um azarão entre John Edwards e Hilary Clinton, amplamente favorita por sua trajetória política e a de seu marido, ex-presidente Bill Clinton (1993/2001), conseguiu a indicação com um discurso sobre o novo, sobre mudanças. Já o segundo, considerado liberal demais entre os conservadores republicanos, teve mais problemas em convencer os caciques e os eleitorados sobre seu conservadorismo do que concorrer com os outros candidatos; veterano do Vietnã, McCain é o típico herói de guerra estadunidense que, após voltar da guerra, tornou-se um homem bem sucedido, tanto na carreira profissional como pessoal (é importante valorizar tal figura, já que a maioria dos combatentes possuem destino trágico quando não morrem em combate ou em decorrência dele). Por mais que haja em sua campanha a sombra do desastroso governo de George W. Bush (2001), sua figura ainda causa fascínio no imaginário do país.
Obama encanta o eleitorado não por sua formação não-cristã ou por ser de classe negra, mas pela abrangência; evitando os ataques diretos, procura manter um tom sempre conciliador e simples; agora, com o apoio de Hilary, já projeta grande parte do eleitorado desta, consolidando assim sua vitória.
Assim como em qualquer assunto referente à ações humanas diretamente, nada é tão simples. Como já disse, a figura de McCain ainda mexe com o imaginário; e, assim como no Brasil, a questão ideológica de partidos não é analisada em primeiro plano; logo, a preferência de boa parte do eleitorado não é o partido ou a carga simbólica que ele carrega, mas sim a figura de quem concorre.
É esperar para ver. Nenhuma eleição é óbvia; embora a vitória de Obama seja praticamente certa, o jogo não será tão simples.

P.S -> Fiz uns exames esta semana e os resultados não foram lá 100%... mas isso é papo para outra postagem. Boa semana a todos, até mais!

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