quinta-feira, 18 de setembro de 2008

...

Boa tarde pessoal.
Volto apenas para dar uma passada.
Tenho várias idéias, mas sem paciência e sem tempo para me alongar muito. Logo volto com gás.
Posso dizer que semana passada a estadia na ANPUH lá em São Paulo foi muito boa, tanto na faculdade quanto com meus anfitriões na cidade. Agradeço novamente tanto ao André e a Aline pela paciência nestes dias todos, além de também agradecer o Bruno pelo quarto.
E, do mais, indo.
Bom resto de semana, até mais.

sábado, 6 de setembro de 2008

Ajuda






Nome: Lucas Vieira

Tem 3 anos e sumiu dia 21/06.

Se identificarem algum garoto parecido, por favor entrem em contato com a polícia.

Obrigado.

Até, Thiago.


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Divulgação

Boa noite pessoal.
Passo rapidamente pra avisar duas coisas:

1 - Esta semana estarei em São Paulo, participando de um evento da ANPUH (Associação Nacional dos Historiadores). Daí, provavelmente não passarei por aqui; qualquer coisa, responderei fim de semana que vem (embora tenho vários posts atrasados pra responder...).

2 - Farei divulgação de dois cursos ministrados pelo Umberto, amigo do Centro Espírita Rodrigo Lobato que já trabalha há muito tempo com Artes, mas por falta de investimento e por interesse humano não consegue desenvolver um projeto sólido. Daí faço a divulgação por aqui, e quem se interessar é só procurar se informar melhor e participar dos projetos.

Abraços a todos, juízo, até mais.


Olá, tudo bem?
gostaria de solicitar sua ajuda para divulgar duas oficinas que vou ministrar na Oficina Cultural Regional Fred Navarro a partir da semana que vem:
Uma delas é de Pintura, abrangendo Teoria, História e prática. Será de terças e quintas feiras, das 18:30 as 21:30 e vai do 09 de setembro ao dia 22 de outubro, tendo carga horária de 42h.
A outra é de Histórias em Quadrinhos, abrangendo, também, Teoria, História e prática. Será de segundas e quartas feiras, das 18:30 as 21:30 e vai do 08 de setembro ao dia 08 de outubro, tendo carga horária de 30 h.
Ambas são gratuitas e tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Em anexo, estou enviando os conteúdos das oficinas. (quem quiser o anexo, mande um e-mail pra mim - fidelisrp@gmail.com).
As inscrições poderão ser feitas na Oficina Cultural Regional Fred Navarro, r. Coronel Spínola de Castro, 5084 –Imperial. Telefones 3234-2405 – 3212-9235.
Sua ajuda é de fundamental importância, pois os projetos correm o risco de ser cancelados por falta de divulgação e de inscrições.
Muito Obrigado.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

América

Morte do leiteiro

A Cyro Novaes

Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.

Na mão a garrafa branca
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morados na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.

E como a porta dos fundos
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro...
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.

Meu leiteiro tão sutil
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.

Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.

Mas o homem perdeu o sono
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.

Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.

Carlos Drummond de Andrade