quarta-feira, 23 de abril de 2008

Here

Boa tarde.
Depois de dez dias, volto a passar por aqui. Infelizmente fiquei impossibilitado de postar antes, já que pelos computadores da Unesp não consigo atualizar (lá não abre blog nem Orkut), e o computador da minha casa parou de funcionar (primeiro não conectava a Internet, agora não liga mais. O atestado de óbito dele está próximo...), daí arrumar uma brecha vai ser difícil.
Passo apenas para refletir um pouco sobre o tempo. Reflexão bem breve, verdade; o ano mal começou e já estamos indo para maio, quase para a primeira metade. E ainda não fiz muita coisa...
Esta terrível sensação de nunca ter aproveitado o bastante, de sempre ter ficado algo para trás, de sempre achar que nunca houve esforço o bastante, ela acompanha a noção do tempo de forma quase irredutível. Os dias, os meses, os anos, de uma forma ou de outra confundem-se na memória; a percepção não a distingüe, e as vezes o próprio cérebro não diferencia o que é verdadeiro ou falso (se alguém lembrar melhor que dê um toque, mas acho que o cérebro em si não faz tal distinção, e sim a consciência...).
Enfim, mas um dia parte e, de uma forma ou de outra, a sensação de vazio começa. Pode parecer até auto-ajuda ou algo do tipo, mas creio que o importante é buscar, a cada dia, motivações para não existir mais tal vazio, sendo útil seja para a sociedade, seja a si mesmo, ou simplesmente não ter compromisso, fazer por fazer (embora não creia muito no acaso das coisas, dos acontecimentos).
Tudo dando certo, no fim de semana posto algo com mais substância. Tem algumas coisas na sociedade e na faculdade que dão muito "pano para manga", e merecem um mínimo de reflexão.
Para os corajosos que chegaram até aqui, bom descanso, até a próxima.
Forte abraço, até mais.

2 comentários:

Lucas disse...

Eu acho tão cômodo a gente sentar no final de um certo período de tempo, sentir aquele vazio e pensar que nunca fizemos o bastante.
O ser humano é cheio de limitações, e como disse ( não sei quem ) 'Você pode não fazer tudo, mas deve fazer tudo que puder. '
Essa sensação básica de que nunca foi feito o bastante é vivenciada, se não por todos, pela grande maioria.
Não adianta nada parar e refletir ' puts, não fiz aquilo que eu queria, não fiz tudo aquilo que podia ' afinal, isso é muito fácil de pensar e logo nos damos por satisfeitos. Agora, tentar pensar no que fizemos já é difícil de acontecer (afinal, eu mesmo ñ o faço).
O que vale é a reflexão sobre o que foi feito e o que devemos mudar nisso. Cogitar sobre possibilidades passadas que não foram concretizadas, isso sim é perda do tempo.
Abraço

Thiago disse...

De fato Lucas, o esforço em relação a reflexão é importante, e devemos fazê-lo sempre (isto me faz lembrar a questão 919 do Livro dos Espíritos, em relação à reflexão de Santo Agostinho).
Temos que trabalhar sempre pelo que aconteceu, e tentar melhorar dentro de nossas atitudes concretas. De vez em quando brincamos aqui na faculdade, que não podemos fazer uma "História do Se", mas sim uma história do que aconteceu, tendo as várias abordagens em cima disto.
Abraços, obrigado por ler e comentar.
Te cuida, até.