quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Voltei

Finalmente, saindo da maldita inércia que vem me corroendo ultimamente, cá estou a escrever novamente...
Venho pra falar de política. Não, não e não; não vou comemorar nem defender, muito menos atacar ninguém. Só fazer uma breve análise do ocorrido.
Estas eleições em 2008 servem, antes de mais nada, para o óbvio: delimitar as bases e os projetos que serão desenvolvidos nos municípios no período 2009/2012. A composição da prefeitura e da câmara legislativa dará o tom para estas dinâmicas, e a pouca ou grande renovação depende diretamente da percepção (ou a falta) dos eleitores quanto ao ritmo da cidade e a forma que os candidatos apresentaram seus planejamentos.
Também pode-se tirar uma base para 2010: embora muita coisa (muita coisa mesmo) irá ocorrer até 2010, pelo menos temos já alguns pontos de partida (ou linha de chegada para alguns) para a construção das campanhas para o próximo pleito.
Na esfera federal, a disputa no PSDB ganha novos tons: no Estado de São Paulo, o PSDB conseguiu manter e conquistar algumas cidades, e o trunfo pessoal do governador José Serra em São Paulo demonstra o tamanho de sua influência no partido, já que conseguiu esvaziar a candidatura de um político de projeção nacional (Geraldo Alckmin) e trabalhar com a candidatura de um político que, mesmo sem projeção, pautou sua linha de trabalho nos projetos já delimitados no começo da prefeitura e consolidou a imagem de bom administrador, revertendo o favoritismo de Marta Suplicy e projetando seu nome como favorito para a reeleição (mesmo a disputa sendo apertada, com Kassab vencendo por pouco mais de 1% de diferença).
Já em Minas Gerais, um grande revés para o outro postulante ao cargo de presidente da República: Aécio Neves não conseguiu implacar seu candidato (Márcio Lacerda, do PSB) em primeiro turno, mesmo com a campanha patrocinada pelo Estado de MG e pela prefeitura de BH (informalmente pelo Estado, mas foi sim), indo para o segundo turno com um político sem projeção e com uma campanha bem mais modesta. Além disso, o PSDB perdeu várias prefeituras no Estado, e o apoio frontal de Aécio a Alckmin em SP não redundou em muita coisa.
No outro lado da disputa, o PT ainda não tem um grande nome para a sucessão (a imagem de Dilma Roussef começa a ser construída agora), mas o sucesso desta campanha pode ser um ponto a favor para o partido do presidente. As bases conquistadas em vários estados e as disputas em segunto turno fortalecem o partido, e se o contexto for de aprovação maciça ao governo como está sendo (embora bem ameaçado por vários pontos, principalmente a crise estadunidense e, consequentemente, mundial), o fortalecimento da candidatura pode se tornar um projeto bastante viável. O principal postulante também desta linha, Ciro Gomes (PSB), já sinalizou que um convite a ser vice na chapa do PT.
Dentro do segundo turno, várias outras análises ou conjunturas aparecerão. Cabe ficar atento a todos, já que esta dinâmica influencia várias outras (e o principal, eles que gastam nosso dinheiro, e fiscalizar é importante, a não ser que você não se importe muito com seu sustento...).
Bom, por ora é isso. Volto logo com boas novas (sempre falo isto, mas é pra me convencer; vou tentar voltar mesmo).
Boa semana a todos, inté.

Um comentário:

Lucas disse...

O 'pior' é que ainda tem gente que vota nos mesmo corruptos de sempre..
Um próprio exemplo disso é a vitória apertada do Kassab.. sendo que a Marta já foi pega com 'a boca na botija' algumas vezes..

Mas, o bom é saber que pelo menos nas cidades, quando tratam-se de eleições p/ Prefeito, as pessoas realmente pensem..

Até.